Uma visão introdutória de feminismos nas Relações Internacionais

Toda estrutura social é construída com base nas relações de gênero, que dotam a história. As Relações Internacionais não são isentas dessa influência, no entanto, questões de gênero só vieram a ser discutidas (com uma visão ocidentalista), na disciplina “dominada por homens”, por volta dos anos de 1980.


Os homens e as mulheres têm ocupado, tradicionalmente, papéis diferentes nos Estados e em suas relações. Examinar essas relações permite que se tenha uma visão mais completa do sistema e um melhor entendimento das próprias relações internacionais e suas nuances.


Expandir as temáticas de estudo para trabalhar questões de gênero e, eventualmente, questões denominadas “queer” é essencial para construção de uma visão abrangente do cenário internacional.


As relações, que determinam como a política é feita, são pautadas - para as teóricas feministas - pela dicotomia das fundamentações de gênero, que colocam as mulheres em um papel de outro e relegam aos homens poderes estruturalmente prejudiciais.


Prejudiciais - dentro dessa corrente teórica — para os próprios homens, que vivem sob constante pressão de seu papel social, levando a estruturação de um sistema onde um gênero é submisso ao outro para além das dinâmicas individuais.


Utilizar-se de análises de gênero - e análises feministas — para entender a política internacional possibilita que se abordem problemáticas por óticas pouco exploradas; a alimentação de um patriarcalismo por intermédio do militarismo forçado, dinâmicas econômicas desiguais, a própria formação do Estado (que é pintada em termos dessa categorização) e outros fenômenos sensíveis aos preconceitos de gênero suas formulações e parâmetros.