• Daniela Butnariu

TRIBUTO SAUDÁVEL


Na última semana, as redes sociais da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstraram apoio à campanha do tributo saudável, o que gerou reações positivas e negativas. Mas o que é o tributo saudável? Como o site do movimento se denomina, é uma causa pela vida, como incentivo à hábitos saudáveis e prevenção de doenças, o que consiste na defesa do aumento dos tributos nos alimentos que fazem mal à saúde, tem grande quantidade de açúcar e gordura, como, por exemplo, o refrigerante, que em excesso é conhecido como um veneno para os consumidores.

E quais são os pontos positivos dessa tributação? Segundo o movimento, isso fortalece a economia enquanto preserva a saúde, já que, no Brasil, mais de 2,2 milhões de adultos estão com obesidade ou sobrepeso, além de outras doenças que são associadas à alimentos não saudáveis, o que custa 2,995 bilhões de reais por ano para o Sistema Único de Saúde (SUS). Sendo assim, o aumento da tributação diminuiria o consumo da população e aumentaria a arrecadação, o que, segundo eles, faria a conta fechar.

Mas existe um outro lado: o das críticas. Elas se baseiam na ideia de que esse tributo é sem sentido, pois os alimentos saudáveis não se tornariam mais baratos por isso, e então a tributação dificultaria o consumo de ambos. Além disso, há diversos comentários sobre isso ser uma intervenção na escolha dos alimentos da população, já que os cidadãos devem poder escolher os alimentos que melhor entendem. A ideia também passa a não ser agradável quando pensamos no fato de que isso pode afastar grandes indústrias do país, o que causaria desemprego e empobrecimento da indústria local.

Sendo assim, apesar de ser uma ideia bastante nova, já tem dividido opiniões e gerado grandes questionamentos, afinal, se faz mal para saúde, tem que ter mais imposto?