• Breno Alt

Tensões no Mar do Sul da China

Atualizado: Fev 18



As tensões no Mar do Sul da China têm ganhado cada vez mais força. A China, principal potência asiática reivindica essas águas como parte de suas fronteiras. Tal reivindicação não é exclusiva, outros Estados como Taiwan, Brunei, Vietnã e as Filipinas ingressaram nesta disputa crescente com o objetivo de possuir maior controle naquela região e consequentemente adquirir os frutos comerciais provenientes.

Com a acelerada expansão dos Tigres Asiáticos, o Mar do Sul se tornou um grande polo econômico, sendo responsável por receber 1/3 de todos os navios comerciais do globo e por movimentar cerca de 5 trilhões de dólares por ano em mercadorias. Esses fatores elevaram o status do Mar do Sul da China como principal rota comercial do mundo, gerando um intenso interesse dos países asiáticos.

Além dos fatores comerciais, recentemente se descobriu grandes reservas de petróleo e gás natural, recursos fundamentais para qualquer economia global. A China, como principal ator, busca total controle daquela região, “elevando o tom” com os países vizinhos e utilizando-se de sua projeção militar.

O estopim para o agravamento dessas questões foram as criações das ilhas artificiais militares que têm o objetivo de servir como base para rearmamento e reabastecimento da frota chinesa, aumentando cada vez mais o seu alcance e sua projeção como hegemonia militar. A localização destas ilhas adentra a área de outros países, o que gera grandes tensões no continente asiático. É evidente que o Mar do Sul da China possui uma gigantesca importância econômica, o que causa naturalmente o interesse pelo seu domínio. Os Estados envolvidos farão o que estiver em seu alcance para obter essa região e todos seus os frutos.

Nesta disputa, a China tem grandes vantagens devido a sua capacidade militar e econômica, o que acende um alerta às grandes potências sobre o avanço dos chineses como super potência, assegurando sua hegemonia mundial e usará o Mar do Sul como trampolim para alcançar este objetivo. Os Estados ainda mantêm agendas imperialistas, querendo conquistar espaços, economias, a qualquer custo. Isso só demonstra como nada se alterou com o passar dos anos, a humanidade sempre guerreou pelo monopólio total do poder, deixando de lado a possibilidade de uma cooperação mutuamente benéfica.

A China atualmente está seguindo um roteiro imperialista, alavancando sua posição no Sistema Internacional, seguindo os mesmos passos de outros Estados no passado, como a Inglaterra, França e Portugal, entre outras nações. A partir desta análise, cada superpotência, no auge, teve seu momento expansionista e com a China não será diferente.


Escrito por Breno Alt de Oliveira Figueiredo (brenooliveirafigueiredo@gmail.com)